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05/02/2017

Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, a Ferrovia do Diabo.

A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) é uma ferrovia no atual estado de Rondônia, no Brasil.




Foi a 15ª ferrovia a ser construída no país, tendo as suas obras sido executadas entre 1907 e 1912. Estende-se por 366 quilômetros na Amazônia, ligando Porto Velho a Guajará-Mirim, cidades fundadas pela EFMM.
Sede Administrativa da EFMM

A EFMM garantiu para o Brasil a posse da fronteira com a Bolívia e permitiu a colonização de vastas extensões do território amazônico, a partir da cidade de Porto Velho, fundada em 4 de julho de 1907.
A ideia da ferrovia nasceu na Bolívia, em 1846, quando o engenheiro boliviano José Augustin Palácios convenceu as autoridades locais de que a melhor saída de seu país para o oceano Atlântico seria pela bacia Amazônica. O pensamento do engenheiro justificava-se na dificuldade para transpor a cordilheira dos Andes e na distância do oceano Pacífico dos mercados da Europa e dos EUA. Foi então, em 1851, que o governo dos Estados Unidos - interessado na melhor saída para a importação de seus produtos - contratou o tenente Lardner Gibbon para estudar a viabilidade do empreendimento via rio Amazonas.
Foto de autoridades em inauguração de trecho da EFMM

Inicia-se então a implantação da Madeira-Mamoré Railway. O seu objetivo principal era vencer o trecho encachoeirado do rio Madeira, para facilitar o escoamento da borracha boliviana e brasileira, além de outras mercadorias, até um ponto onde pudesse ser embarcada para exportação, no caso Porto Velho, de onde as mercadorias seguiam por via fluvial, pelo mesmo rio Madeira e, então, pelo rio Amazonas até o oceano Atlântico. Anteriormente, esses produtos eram transportados com precariedade em canoas indígenas, sendo obrigatória a transposição das cachoeiras no percurso.
Brasão de Rondônia, onde podemos perceber  uma linha de trem,
representando a importância da mesma.

No início de 1907, o contrato para a construção da ferrovia foi encampado pelo empreendedor estadunidense Percival Farquhar. O último trecho da ferrovia foi finalmente concluído em 30 de abril de 1912, ocasião em que se registrou a chegada da primeira composição à cidade de Guajará-Mirim, fundada nessa mesma data. Em 1º de agosto, a EFMM foi inaugurada.

Locomotiva N 12, conhecida como Cel Church.

Durante a 2ª Guerra Mundial, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré voltou a ter grande valor estratégico para o Brasil, operando plenamente para suprir o transporte de borracha, utilizada no esforço de guerra aliado. Em 1957, quando ainda registrava um intenso tráfego de passageiros e cargas, a ferrovia integrava as dezoito empresas constituintes da Rede Ferroviária Federal.

Carregamento de borracha sendo deslocado pela EFMM no passado.

Em 25 de maio de 1966, depois de 54 anos de atividades, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré teve sua desativação determinada pelo então Presidente da República Humberto de Alencar Castelo Branco. E em 10 de julho de 1972 as máquinas apitaram pela última vez. A partir daí, o abandono foi total e, em 1979, o acervo começou a ser vendido como sucata para a siderúrgica de Mogi das Cruzes, em São Paulo.

Após cinco anos de paralisação, em 2 de novembro de 2005, uma composição faria uma única viagem, transportando convidados para participar de uma missa de Finados no Cemitério da Candelária, em memória às centenas de operários de diversas nacionalidades que faleceram durante a construção da ferrovia.

Pátio da EFMM, em Porto Velho, parte dele transformado em museu.

Finalmente, a 10 de novembro de 2005, a ferrovia histórica foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Em 28 de dezembro de 2006, o Ministério da Cultura homologou, através da Portaria 108, o tombamento da EFMM como Patrimônio Cultural Brasileiro.

Locomotiva N 50 e galpão após restauração.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) autorizou,em novembro de 2011 o início das obras de restauração da grande oficina da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, que possui 5.700 m² e 13 metros de altura.

Rotunda presente no pátio em Porto Velho.

O trabalho de revitalização pago pelas compensações dos impactos causados pela construção das Usinas hidroelétricas de São Antônio e Jirau no Rio Madeira deverá estar concluído até 2014, e prevê também o funcionamento das locomotivas, como trem turístico, no trecho entre a Estação de Porto Velho e Santo Antônio, totalizando aproximadamente 8 quilômetros.

28/01/2017

Conheça o Tunelão, o Maior Túnel Ferroviário do Brasil.

O Tunelão é um túnel ferroviário localizado entre os municípios brasileiros de Bom Jardim de Minas e de Santa Rita de Jacutinga, no estado de Minas Gerais. É considerado como o maior túnel do Brasil e o segundo da América Latina, possuindo 8.645 metros de extensão. Em toda a América Latina, o Tunelão perde em extensão apenas para o túnel ferroviário Cuajone-El Sargento, localizado entre as minas de Cuajone e de Toquepala, na província peruana de Mariscal Nieto. O Tunelão se encontra situado na Serra da Mantiqueira, na parte montanhosa da Ferrovia do Aço, uma importante linha ferroviária operada pela MRS Logística.

Foto de Setembro de 1998 por José Henrique Bellório.

A Ferrovia do Aço, é o maior empreendimento ferroviário do Brasil, uma obra de vultuoso valor aplicados para sua realização. Iniciou-se em 1973, durante a ditadura militar, e teve inúmeras dificuldades, sendo então abandonada no ano de 1978. Depois de ignorar o alerta dos técnicos, o general-presidente João Baptista Figueiredo retomou as obras em 1979, mas sendo paralisadas novamente em 1984.

Construção da entrada do túnel.


Finalmente as obras foram retomadas no ano de 1987, com o projeto simplificado e com a extensão menor que o projetado inicialmente.



Esse novo projeto foi viabilizado através da participação da iniciativa privada no projeto, onde houve a participação decisiva da mineradora MBR e a presença simbólica de outros usuários interessados. A 9 de fevereiro de 1987 era assinado o Acordo de Cooperação Mútua entre a ferrovia e essa empresa, cujo desembolso ao projeto foi feito como adiantamento para fretes futuros.

Foto do momento em que as duas frentes de trabalho se encontraram,
marcando o fim da obra.
Foto de Aníbal Nogueira Neves e publicado originalmente na Revista Ferroviária.


Pelo menos as obras da construção civil da Ferrovia do Aço retomaram o ritmo e seguiram sem interrupções até seu término. No dia 14 de abril de 1989 as duas frentes de obras se encontraram no km 138 + 965 m da ferrovia, no município mineiro de Madre Deus, finalmente permitindo a circulação de trens na Ferrovia do Aço, após 14 anos de obras. A chamada Ferrovia dos Mil Dias tinha se tornado, na verdade, a Ferrovia dos 5.098 Dias. A conclusão da superestrutura e a entrada em operação comercial ocorreram no mês de julho seguinte.


15/01/2017

Pátios Ferroviários Pelo Mundo

Os pátios servem de apoio ao sistema de transporte ferroviário, desempenhando diversas funções essenciais para o funcionamento do sistema, atuando em alguns casos como ponto de integração com outros sistemas de transporte.

Os pátios podem desempenhar as seguintes funções:

 Classificação e pré-classificação dos vagões;
 Carregamento e/ou descarregamento de mercadorias;
 Embarque e/ou desembarque de passageiros;
 Cruzamento de trens;
 Abastecimento de locomotivas;
 Regularização do tráfego;
 Revisão e manutenção de locomotivas e/ou vagões;
 Transbordo de mercadoria ou troca ou alargamento de truques devido à mudança de bitola.

Conheça agora alguns dos pátios ferroviários mais conhecidos pelo mundo:


Bailey Yard é o maior pátio ferroviário de classificação do mundo. Ele atende toda a América do Norte.



Pátio da Belt Railway of Chicago, sigla BRC, Chicago, Ilinois, EUA.

Ardsley railway

Pátio da Canadian Pacific em Toronto, Canada.

Imenso pátio da CSX Queensgate, localizado em Cincinati, Ohio, EUA.

Pátio da Santa Fe Railroad

Pátio da Laurel Railway, localizada no estado americano de Montana, no Condado de Yellowstone.

Pátio da Maschen Marshalling, Alemanha.

Pátio ferroviário no Sul de Norfolk como enorme carga de carvão.

Union Pacific Railroad - Pátio J. R. Davis. A maior instalação ferroviária na costa oeste dos Estados Unidos.

Pátio de manobras em Hagem -Vorhalle, Alemanha

Union Pacific Bailey Yard

Pátio da estação Yeovil Town, no Reino Unido.

Pátio da York railway, no Reino Unido.

13/01/2017

A Implantação Ferroviária no Estado do Rio de Janeiro: 1854-1900

Este artigo apresenta o estágio atual das pesquisas voltadas para o conhecimento da importância das ferrovias para a circulação na região Norte Fluminense. Aborda a período inicial, de implantação das primeiras ferrovias, que vai de 1854, data da instalação da primeira ferrovia no estado, até 1900, período de crise e reestruturação das empresas ferroviárias.

Sede da EFL.


A IMPLANTAÇÃO FERROVIÁRIA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: 1854-1900
Marcelo Werner da Silva
Universidade Federal Fluminense – UFF/PUCG
silvamw@yahoo.com.br
Ana Carolina Soares Cruz
Universidade Federal Fluminense – UFF/PUCG
carolsinharadcliffe@bol.com.br
Marianna Rocha Antunes da Cunha
Universidade Federal Fluminense – UFF/PUCG
marianna.antunes@yahoo.com.br

Clique no link abaixo.

10/01/2017

Ponte ferroviária próximo a estação de Monerat, Duas Barras-RJ,

Antiga ponte ferroviária, da extinta linha do Cantagallo, região serrana do estado do Rio de Janeiro. Essa linha cortava cidades como Nova Friburgo, Bom jardim, Cachoeiras de Macacu e Cordeiro. A ponte da foto se encontra a algumas centenas de metros da estação de Monerat, na cidade de Duas Barras.
Foto de 2014, por Diego Chermaut Emmerich


Foto de 2014, por Diego Chermaut Emmerich 

Foto de 2014, por Diego Chermaut Emmerich

Trem da Leopoldina chegando a Monnerat - Provavelmente anos 1950 (http://www. cultura.rj.gov.br).

A estação, em 1982. Foto Angelica Monnerat

Ponte Seca, em Sumidouro - RJ, ramal da extinta linha do Cantagallo

A Ponte Seca foi inaugurada em 1888 e integrava o ramal ferroviário Nova Friburgo-Além Paraíba, da extinta Estrada de Ferro Leopoldina. Essa linha foi desativada na década de 60.

Nesta foto temos a última viagem de trem pelo ramal Nova Friburgo-Além Paraíba.
Estação de Murineli, pouco antes da ponte seca. Fonte: Pró Memória de Sumidouro.

Veja abaixo as fotos atuais da ponte seca.

Foto de 2011, por Diego Chermaut Emmerich

Foto de 2011, por Diego Chermaut Emmerich.

Foto de 2011, por Diego Chermaut Emmerich.

Foto de 2011, por Diego Chermaut Emmerich.

Foto de 2011, por Diego Chermaut Emmerich.

Foto de 2011, por Diego Chermaut Emmerich.

Foto de 2011, por Diego Chermaut Emmerich.

Foto de 2011, por Diego Chermaut Emmerich.


Foto de 2011, por Diego Chermaut Emmerich.

Foto de 2011, por Diego Chermaut Emmerich.

Foto de 2011, por Diego Chermaut Emmerich.

Foto de 2011, por Diego Chermaut Emmerich.

Foto de 2011, por Diego Chermaut Emmerich.

08/01/2017

Trem Nariz del Diablo, Equador

Monte Chimborazo
Uma viagem de trem a mais de 2300 metros de altitude. que corta canions e montanhas cobertas por neve, pela cordilheiras dos andes. Rios caudalosos e belas paisagens são a regra, o contato com as culturas milenares dos povos originais do equador deixam mais belo ainda essa viagem nesse trem turístico. Opções de turismo de aventura não faltam, pois montanhas e trilhas são abundantes, como o monte Chimborazo, o mais alto do equador.

A linha em si, que liga a cidade de Riobamba a Alausí, também é bem interessante, pois serpenteia pelas montanhas, utilizando-se de manobras inusitadas, como subir de ré e voltar de frente para superar curvas impossiveis. Esse pequeno trecho supera mais de 500 metros de elevação em pouco mais de 1 hora de viagem. O trem literalmente faz zig-zag pelas montanhas, uma grande obra da engenharia da época. A ferrovia foi construída no ano de 1899.

"O trem chega na montanha por uma linha de trilho e num determinado ponto após uma bifurcação, ele sobe mais alguns alguns metros e então irá parar, um manobrista saltará da locomotiva e mudará a alavanca, trocando a faixa na via férrea e assim, o trem voltará e continuará já na outra linha de trilho, com a velocidade suficiente para poder subir a montanha, até a próxima conversão, onde o manobrista mudará novamente a alavanca e a faixa e o trem mudará de sentido, num ziguezigue até cruzar o Nariz do Diabo, sendo feito isso por três vezes." magnusmundi.com

Confira agora algumas fotos dessa interessante ferrovia:

Reparem a direita a conversão entre linhas.

Acidente na década de 1920





Trem descendo o Nariz do Diabo, após a conversão de linhas. Crédito da foto
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