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02/01/2017

Conheça o Museu de Sinalização Ferroviária do Rio de Janeiro

    Felizmente nas últimas décadas, e como resultado de muito esforço dos amantes dos trilhos, cada vez mais temos espaços dedicados a preservação da memória ferroviária do Brasil, e também de muitos  materiais valiosos de nossas ferrovias.


   No Rio de Janeiro podemos destacar o Museu de Sinalização Ferroviária, uma iniciativa da ABPF-RJ (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária- Regional RJ). O museu encontra-se na Cabine de sinalização numero 3 da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil. Nele podemos apreciar vários materiais de sinalização, além de uma grande maquete de ferreomodelismo, conhecida como Maquete Vila Feliz. O museu conta também com uma valiosa biblioteca para pesquisa da memória ferroviária e assuntos atuais relacionados.
   O museu se encontra na Praça do Eng. Novo, s/n. Bairro do Eng. Novo, junto à estação ferroviária. A visitação é sempre aos sábados e o horário de visitas é das 13 às 18 hs.

Alavancas de controle da cabine de sinalização Nº 3 da EF Central do Brasil
Interior do Museu.




Gostou de conhecer um pouco mais sobre o passado das nossas ferrovias e trens? Então no ajude a manter esse espaço, divulgando e compartilhando nosso conteúdo. Aproveite para prestigiar os anunciantes aqui na página.


29/12/2016

Locomotiva 353, a "Velha Senhora", é a Maior Locomotiva a Vapor Ainda Em Operação No Brasil.

Em mais um importante capítulo da história da preservação da memória e do patrimônio ferroviário, a “Velha Senhora”, como é conhecida a locomotiva 353, passa a operar de forma definitiva na linha turística na cidade de Guararema - SP, entre a estação Central e a estação de Luís Carlos, em um trecho de aproximadamente sete quilômetros. O passeio cultural irá promover uma verdadeira volta ao passado. Com a plena atividade o equipamento passará a ser o maior movido a vapor em funcionamento no país.

Locomotiva 353, foto atual após restauração.


É uma locomotiva de origem americana, fabricada pela Baldwin Locomotive Works, tipo Pacific, rodagem 4-6-2 (ou seja quatro rodas guias, seis rodas de tração e mais duas rodas guias na parte traseira), foi fabricada em 1927. Ela foi desativada nos anos 60.
Mas nesse período tracionou vários tipos de composições, desde passageiros a cargas. Atuou na Estrada de Ferro Central do Brasil e no trem conhecido como Cruzeiro do Sul.

Diferente das locomotivas mais comuns, a 353 possui 3 cilindros o que a torna mais potente e veloz.

Ficha Técnica:

  • Fabricante: Baldwin Locomotive Works
  • Data de fabricação: janeiro de 1927
  • Número de série: 59736
  • Tipo: 4-6-2 “Pacific”
  • Cilindros: 457mm x 711mm (diâmetro x curso)
  • Diâmetro das rodas motrizes: 1727mm
  • Peso total: 147.709kg (locomotiva+tênder em ordem de marcha)
  • Esforço de tração: 12.900kg (atual)
  • Bitola: 1,60m
  • Ferrovia original: Estrada de Ferro Central do Brasil
Nesta foto temos a irmã gêmea da 353, a 352, que também foi usada na Central do Brasil.

Nesta foto temos a Velha Senhora saindo em viagem inaugural do Trem Turístico de Guararema.

Você curtiu a história da Velha senhora? Então nos ajude a manter viva essa história curtindo nossa página e compartilhando nosso conteúdo.

28/12/2016

Afinal Quem Inventou o Trem

É possível dizer que o surgimento dos trens foi fruto da contribuição de diversas pessoas. Acredita-se que o jesuíta belga Ferdinand Verbiest tenha sido um de seus precursores ao idealizar em 1681, em Pequim, uma máquina auto-propulsora a vapor.


Ilustração da máquina a vapor construída por Ferdinand Verbiest em 1681.


Em 1769, o militar francês Joseph Cugnot construiu em Paris uma máquina a vapor para o transporte de munições.

Carro a vapor construído por Joseph Cugnot em 1769.



Após várias tentativas fracassadas, o engenheiro inglês Richard Trevithick conseguiu construir em 1804 uma locomotiva que fora capaz de puxar cinco vagões com dez toneladas de carga e setenta passageiros à velocidade de 8 km/h.


Locomotiva a vapor construída em 1804 pelo inglês Richard Trevithick.

O também inglês John Blenkinsop construiu uma locomotiva em 1812 que usava dois cilindros verticais, capazes de movimentar os dois eixos, unidos a uma roda dentada que faziam acionar uma cremalheira. Esta máquina também usava trilhos de ferro-fundido, que vieram a substituir definitivamente os trilhos de madeira usados até então. Estes trilhos ou linhas de madeira haviam sido desenvolvidos na Alemanha por volta do ano de 1550 e serviam carruagens que eram puxadas por animais.
Locomotiva a vapor construída por John Blenkinsop.

No entanto, pode-se dizer que o grande passo para o desenvolvimento dos trens foi dado por George Stephenson.

George Stephenson.

Este inglês, mecânico nas minas de Killingworth, construiu a sua primeira locomotiva em 1814. A Blucher, como foi chamada, se destinava ao transporte dos materiais das minas e conseguia puxar uma carga de 30 toneladas à velocidade de 6 km/h.
Blucher, locomotiva criada por George Stephenson.
Stephenson construiu a primeira linha férrea da história, entre Stockton e a região mineira de Darlington: inaugurada em 27 de Setembro de 1825, tinha 61 km de comprimento.

Stockton & Darlington Railway.


Quatro anos mais tarde, foi chamado a construir a linha férrea entre Liverpool e Manchester. Nesta linha foi usada uma nova locomotiva, a Rocket, que tinha uma nova caldeira tubular inventada pelo engenheiro francês Marc Seguin e já atingia a velocidade de 30 km/hora.


No início do século XIX, as rodas motrizes passaram a ser colocadas atrás da caldeira, aspecto que permitiu aumentar o diâmetro das rodas e, consequentemente, o aumento da velocidade de ponta. O escocês James Watt, com a introdução de várias alterações na concepção dos motores a vapor, muito contribuiu também para o desenvolvimento das estradas de ferro. A partir daqui, a evolução do trem e das linhas ferroviárias tornou-se efetiva. Na metade do século XIX já havia milhares de quilômetros de vias férreas por todo o mundo: na Inglaterra, 10 mil; nos EUA, 30 mil. Neste último, com a colonização do Oeste, tal cifra atingiu mais de 400 mil quilômetros no início do século XX.


Num ápice, as locomotivas passaram do vapor à eletricidade. No dia 31 de Maio de 1879, Werner von Siemens apresentou na Exposição Mundial de Berlim a primeira locomotiva elétrica. No entanto, o seu desenvolvimento só foi significativo a partir de 1890. A história da locomotiva elétrica é polêmica: há quem atribua igualmente esta invenção tanto ao norte americano Thomas Davenport como ao escocês Robert Davidson.
Locomotiva elétrica apresenta por Werner von Siemens.

Nos fins do século XIX, Rudolf Diesel inventou o motor de injeção a diesel e com ele novas locomotivas foram desenvolvidas. Também foram criadas locomotivas que utilizavam os dois conceitos (elétrico e diesel), sendo por isso bastante versáteis. Tais máquinas começaram a conquistar o espaço das velhinhas locomotivas a vapor que, no entanto, se mantiveram na ativa até 1977, ano em que foram definitivamente afastadas, acusadas de serem causadoras de diversos incêndios.
Locomotiva a diesel usada no Brasil.

Mais recentemente foram desenvolvidas também locomotivas com turbinas a gás e com elas chegamos aos trens de alta velocidade, capazes de atingir os 300, 400 e mais quilômetros por hora. A França foi o maior impulsionador deste tipo de trem, com o seu TGV “Train Grand Vitesse”: em 23 de Setembro de 1981 foi inaugurado o primeiro traço da linha Paris – Lyon e em 3 de Março de 2007 um TGV passou a atingir os 574,8 km por hora na nova linha Paris-Estrasburgo, batendo o antigo recorde de velocidade ferroviário que era de 515 km/h. Em 1993 foi inaugurada a linha que une Paris à Bélgica, Holanda, Alemanha e ao Reino Unido através do Túnel da Mancha.


Veja abaixo o vídeo onde a locomotiva atinge 574,8 KM/H:




No entanto, embora a França continue sendo a maior impulsionadora dos trens de alta velocidade, não foi pioneira nesse sentido: 17 anos antes, em 1964, os japoneses inauguraram a sua primeira linha de alta velocidade, ligando Tóquio a Osaka com as famosas locomotivas Shinkansen. O trem de levitação magnética, mais conhecido por Maglev, faz parte das últimas novidades na tecnologia ferroviária, embora a primeira patente desse modelo tenha sido registrada ainda em 1969.

Gostou? Compartilhe para ajudar a manter o Blog e a memória das ferrovias.

17/01/2016

Os dez trens mais legais e insanos já construídos


Na busca por soluções em transportes, o homem desenvolveu os mais variados veículos de transporte, seja de carga, seja de passageiros. Os trens figuram numa classe muito querida e admirada por muitas pessoas, clique aqui e veja os 10 trens mais fascinantes já criados: http://www.amantesdaferrovia.com.br/profiles/blogs/os-dez-trens-mais-legais-e-insanos-ja-construidos

A mais bonitas e antigas estações de trens do mundo

Nos séculos passados, viajar de trem costumava ser a única opção e muito era investido nas estações para parecerem as maiores e mais imponentes possíveis, tornando-se símbolos do império e da riqueza de cada cidade e país.

Estação da Luz, em São Paulo está entre as mais belas do mundo.


Hoje em dia, muitas estações de trem tornam-se não só um ponto de chegadas e partidas durante uma viagem, mas viram mesmo atrações turísticas por si só.

Veja aqui a lista com as 30 estações mais bonitas do mundo: http://pt.hostelbookers.com/blog/listas-melhores/30-das-estacoes-de-trem-mais-bonitas-do-mundo/

27/01/2012

Proteção de tela: Trem no melhor estilo "velho oeste" americano.

O aplicativo é gratuito e muito interessante, você baixa, instala e configura os itens básicos, como tempo de espera até inciar entre outros. Quando inicia é uma uma viagem no tempo na tela do seu PC, com belas paisagens e uma locomotiva a vapor à percorrer os trilhos de uma ferrovia em cenário estilo Velho-oeste. Nas palavras do desenvolvedor: "Uma viagem em 3D em um lendário 4-4-0 trem norte-americano que vai tirar o fôlego". E não está errado, realmente é muito belo, gráficos excelentes, junto com uma edição de imagens beirando a perfeição, para os amantes dos trilhos é uma boa pedida.

Abaixo segue um vídeo amostra:


Galeria de imagens:

11/01/2012

Saudades de um passado que não vivi.


"Ferrovias e Trens Antigos - Saudades de um passado que não vivi."
É um pequeno vídeo que tenta trazer um pouco do passado, com seus trens, ferrovias, estações, que fizeram no passado o caminho para o nosso presente, mas que foi abandonado, e deixou saudade até em pessoas que não conheceram, assim como eu.


27/12/2011

Mapa RJ em 1924, linhas e estações


Mapa que editei, melhorando a sua qualidade.
Nesse mapa vemos uma parte do estado do Rio e MG, com as linhas e suas respectivas estações, aproximadamente em 1924.
Lembrando que em cada ponto desse havia uma estação, umas maiores, outras menores,
todas elas foram

25/12/2011

Cimento, EUA, extinção.

Portela ficava na margem do Paraíba do Sul, em frente à estação de Três Irmãos, na linha de Campos a Miracema, Cisneiros e Recreio. Um serviço de canoas, funcionando até o fim dos anos 1940, conectava Portela a Três Irmãos.

1ª Postagem

Pra quem me conhece sabe que sou fã de trens e do passado e suas histórias.
As linhas ferroviárias fazem parte da história da nossa região, desde meados de 1850 começou a construção das linhas ferroviárias no Brasil, a região serrana RJ foi atendida por volta de 1880, cantagallo( com dois L's) na época era muito importante econômicamente e precisava de ligação rápida com o centro ( Rio de Janeiro ).
Assim surgem, através das linhas ferroviárias mineiras a EFL ( Estradas de Ferro Leopoldina ), que ligava as cidades de Leopoldina e Cataguases ao Rio, cruzando a Região Serrana RJ, aproveitando-se para ligar também Cantagallo.

Veja no mapa a cidade de Nova Friburgo, que recebia o fluxo tanto de Além Paraíba, Campos e Portella.

A EFL ( Estradas de Ferro Leopoldina ) foi muito importante para a região serrana RJ, hoje esquecida, abandonada e sucateada por pressão dos EUA, fazem sucesso na memória dos mais antigos e jovens que se interessam e sabem do potencial que tinham nossas linhas ferroviárias.